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Residência VESTÍGIO-CONTÁGIO

Participam: Bruna Domingues, Djuly Gava, Ernesto Desrio, Fê Luz, Leto William, Marcos Walickosky, Silfarlem de Oliveira e Telma Scherer.

21 de novembro a 2 de dezembro de 2016

 

A proposta da residência parte de duas ideias que se interligam: a ideia de vestígio, daquilo que sobra no presente do passado, e dos rastros dos objetos, dos espaços com os quais convivemos, tanto em vigília quanto no sonhar: somos feitos de ruína (Benjamin) e desejo (Barthes). A própria linguagem é também um imenso repositório dos resíduos de muitos outros que já pronunciaram as palavras que nos circundam: em cada uma há o eco das vozes de todos aqueles que as tiraram dos seus lugares de dicionário para comporem a dança do cotidiano.

Interessa-nos criar também a partir da ideia de contágio: pois não existe espaço neutro e todas as nossas criações são reações (ao passado, às referências, às situações, às pessoas). Cada artista deixa vestígios no espaço, que atuarão como sementes de contágio nos próximos artistas a criarem dentro do espaço: a residência propõe uma criação em rede, um fazer coletivo que parte da sucessão de turnos de trabalho no local.

A sala recebeu linhas e imagens, sons e gestos, vestígios de todos que ali passaram e vírus a contagiarem os que por ali ainda passarão. Ações realizadas no espaço urbano adentraram as portas de vidro do Memorial, trazendo a força do movimento das ruas como vestígio. O movimento contrário também foi previsto, na busca de contagiar o entorno da Praça XV com palavras geridas dentro do espaço cultural, numa busca de reciprocidade, a qual pode ser entendida como comunicação.

A ideia de uma intertextualidade, ou seja, de que o texto é sempre criado a partir de outro texto, será portanto levada ao pé da letra. Ao final da residência, tudo o que estiver inscrito no espaço (através de objetos, áudios, videos, intervenções), será dado a conhecer ao público.