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DESENHO DE MONSTRO - 5ª EDIÇÃO

Coletiva com: Adson Loth, Adriana dos Santos, Arthur Veek , Diego de Los Campos, Fernando Boppré, Giba Duarte, Isabela Sielski, Jonathan Belusso, Marta Martins, Paulo Facre, Ricardo Ramos, Silvana Macedo e Susano Correia.

Idealização, curadoria e participação como artista:
 Adriana dos Santos.

4 a 21 de outubro de 2016

 

Desenho de Monstro foi idealizado a partir do trabalho de Adriana dos Santos com abordagem na pintura, apresentado em formato de dissertação no Mestrado em Poéticas Visuais UFRGS/1998. A pintura conduziu a pesquisa em torno do corpo mutilado e uso de próteses, especialmente a cadeira de rodas. Nesta abordagem surge o monstro como ícone simbólico, num sentido crítico, pensado como emblema de todo corpo considerado fora de padrões estéticos.

A 1ª edição Desenho de Monstro acontece como exposição coletiva no espaço cultural da travessa Ratclif, em 2010, dentro da programação da Semana Ousada de Arte e Cultura, envolvendo UFSC e UDESC. A 2ª edição (2011) em um espaço de atelier, o B2 também no centro da cidade, e também com exposição coletiva. Na 3a edição a proposta foi uma publicação, através do lançamento do selo Miríade. A 4ª Edição (2015) consistiu em uma montagem nos jardins da Fundação Cultural Badesc.

A 5ª edição - 2016, no Memorial Meyer Filho, assume um caráter mais formal porém não menos transgressor. O pensar o monstruoso na produção individual segue sendo o mote principal, sendo de diferentes origens os participantes encontram neste contexto um possível diálogo entre si. O projeto envolve artistas cuja direção do trabalho pessoal nem sempre tem o monstruoso como foco conceitual ou poético, as linguagens são variadas não possuindo nenhuma limitação neste aspecto, a curadoria é feita apenas como escolha dos participantes, a organização é colaborativa envolvendo os próprios artistas e o único mote comum é a paixão pelo tema, seja de leitores de velhos quadrinhos, identificação com o monstro do cinema seja de que época for, com o feio, o diferente ou a conexão com o transgressor em si e no trabalho em arte. Trata-se de encontrar o monstro que habita a linha gráfica, cênica, sonora de cada um.

 

Adriana dos Santos é artista e professora envolvida nas questões que abordam o corpo através do desenho e da pintura, cuja pesquisa busca uma aproximação de ensaios do autor irlandês Samuel Beckett e artistas pintores do início do século XX tendo como via de reflexão o princípio postulado pelo autor de que só o artista é capaz de fracassar como nenhum outro. Na produção visual/plástica concentra o olhar no corpo mutilado e/ou portador de próteses dentre outros elementos alinhando questões referentes ao monstro como ícone de transgressão.