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ENCLAVE

Marco D. Julio e Marcelo Fialho

Curadoria de Monica Hoff

15 a 30 de setembro de 2016

 

O Projeto busca discutir sobre a ideia de encontro, entropia, natureza e território. O enclave é uma espécie de zona autônoma e ao mesmo tempo terra reclusa que, ao passo que não dialoga com o território ao seu redor tampouco dele pode se evadir. Um enclave, pode ser, assim, compreendido também como um grupo de pessoas que vivem, pensam e atuam de forma diferente daquelas que vivem ao seu redor.

Em novembro de 2015, os artistas Marcelo Fialho e Marco D Julio iniciaram em sua residência-estúdio uma série de encontros, os quais chamaram entropicais. Ao todo, foram 5 encontros ao longo de quase um ano: cada um ao redor de uma palavra (temática) e contando com um grupo de não mais do que 6 participantes.

Enclave é o EE#6. O primeiro, inteiramente público e expandido no tempo - teve a duração de duas semanas. Não há obras. Não há exposição. Há palavras, vozes, espaço de conversa e uma floresta. Registros sonoros dos encontros entropicais compõem este novo território a fim de somarem-se aos novos tempos e falas que deverão eclodir deste novo lugar localizado numa galeria de uma instituição de arte localizada num prédio público situado no centro da cidade de Florianópolis. Florianópolis que é uma ilha. O enclave está feito. Agora, é preciso conversá-lo.

No dia da abertura os artistas, juntamente com os participantes dos encontros anteriores, rodeados de uma floresta, vozes e palavras, realizaram uma conversa aberta.

 

Marcelo Fialho + Marco D.Julio.
Artistas, trabalham juntos há mais de uma década. Começaram em Fortaleza, onde residiram até 2010, com uma pesquisa que colocava em contato campos como o design, a arte e a saúde mental. Desde 2012 vivendo em Florianópolis, atualmente, seu campo de interesse está focado na ocupação e intervenção. Neste período criaram o coletivo o tropicalista que consiste em um laboratório de pesquisa, experimentação e realização de projetos transdisciplinares realizados a partir de investigações feitas pelos artistas em caminhadas e percursos realizados no tecido urbano e nos ambientes naturais da cidade onde vivem. Dentre os projetos realizados estão os Encontros Entropicais (http://encontrosentropicais.tumblr.com/) e Jungle (http://otropicalista.com.br) .

Mônica Hoff (Porto Alegre, 1979).
Artista, curadora e pesquisadora. Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atualmente cursa doutorado em Processos Artísticos Contemporâneos no PPGAV/UDESC. De 2006 a 2014, coordenou o projeto pedagógico da Bienal do Mercosul, atuando também como curadora de base e coordenadora do Programa Redes de Formação da nona edição do evento, em 2013. Nos últimos anos têm colaborado com projetos e instituições nacionais e internacionais como Matadero Madrid, Museo Picasso Málaga, Liverpool Biennial, Colección Cisneros, New Museum/NY, Casa Daros, Instituto MESA, De Appel Arts Centre, NC-Arte, Alumnos 47, Bienal de São Paulo, Bienal de Cuenca, entre outros.