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2013 - Ações curatoriais 

Santa Catarina é a primeira residência de curadores realizada no Brasil, uma iniciativa de Kamilla Nunes, Beatriz Lemos (Brasil) e Marta Mestre (Portugal), com a coordenação do Instituto Meyer Filho (Florianópolis, Brasil).

Nasce da constatação que a curadoria no Brasil, mesmo com sua gradativa visibilidade, necessita estruturar as suas práticas, profissionalizar os seus agentes, criar redes de intercâmbio que possibilitem desenhar estratégias comuns, e formular “pensamentos curatoriais” pela geração de profissionais que atuam em alguns dos mais importantes espaços e instituições do país.

A experimentação é um exercício necessário à curadoria e constatamos a necessidade de promover práticas fora dos formatos institucionalizados de incentivo à cultura, que contribuem para o engessamento da nossa ação.

Florianópolis/ Santa Catarina acolhe a primeira edição de Ações Curatoriais, e o objetivo é realizar este projeto em outros estados do Brasil.

Durante 10 dias, 10 curadores atuantes tanto no Brasil quanto na América Latina e Europa, com diversos tipos de experiências (institucional, independente, crítica, edição, escrita, prática artística, etc.), estarão reunidos para imersão, troca, visitas a ateliers de artistas de Santa Catarina, debate e apresentação de suas práticas curatoriais.

Os curadores em residência têm ainda a incumbência de idealizar e produzir 4 Ações Curatoriais nas cidades de Florianópolis, Joinville, Jaraguá do Sul e Itajaí.

Ações Curatoriais - Santa Catarina será realizado através do Prêmio Elisabete Anderle e conta com a parceria do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina, que acolhe o programa público: debates e apresentações.

Para mais informações clique em  http://acoescuratoriais.wix.com/florianopolis

2007. Instalação Memorial Meyer Filho

O Projeto foi realizado em 2007 com uma exposição do acervo de pinturas, desenhos e documentos ligados à biografia de Meyer Filho. Foram instalados dois computadores para disponibilizar ao público uma parte do acervo digitalizada, bem como alguns vídeos. Além disso, foram recriados dois ambientes, a mesa de trabalho e o gabinete onde Meyer Filho costumava guardar seus livros e materiais plásticos. O memorial recebeu a visitação de interessados em geral e alunos de escolas públicas e particulares municipais, com monitoria, leitura de obras e distribuição de material didático.

 

2007. Exposição "Meyer Filho, um modernista saído da lira"

De acordo com a proposta da curadora responsável, professora Rosangela Cherem, a exposição realizada em maio de 2007, na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti, em Florianópolis (SC), "permitiu adentrar tanto pelas particularidades da história do modernismo como pelas inquietações do pensamento plástico deste que Meyer Filho é, um dos mais singulares artistas que viveram na Ilha-Capital de Santa Catarina". O Projeto foi aprovado no ano de 2006 no Fundo Estadual de Incentivo ao Turismo, pelo SEITEC da Secretaria de Cultura Esporte e Turismo. A mostra contou com um grupo curatorial formado por Kamilla Nunes, Lígia Czesnat, Rachel Reis e Rosângela Cherem e uma equipe de arte-educadoras composta por Fabiana Mateus, Marina Borck, Renata Patrão e Letícia Weiduschadt. 

O projeto todo – a modernização do Memorial e a exposição – obteve apoios fundamentais. Entre aqueles que se engajaram estão os patrocinadores Orcitec, Prefeitura de Florianópolis/Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, governo do Estado de Santa Catarina/Secretaria de Cultura, Turismo e Transporte/ Funturismo. Como apoiadores estão a Água Santa Catarina, Box 32 e o Centro de Artes (Ceart), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Documentário sobre a proposta educativa.

 

2007. O desenho fantástico de Meyer Filho

Esta exposição itinerante organizada pelo Serviço Social do Comercio - SESC passou pelas cidades de Joinville, Chapecó e Tubarão, Blumenau, Itajaí, Jaraguá do Sul e Criciúma. De acordo com o professor e crítico de arte João Evangelista de Andrade Filho, curador da mostra, o desenho de Meyer Filho "é uma vertente menos conhecida do seu trabalho, e de relevância não menor que as demais; provavelmente a mais fascinante de todas". Nesta mostra, o público teve a oportunidade de conhecer parte da produção em desenho e apreciar o aprofundamento da sensibilidade poética de Meyer Filho. O Projeto contou com um trabalho de arte-educação com escolas de ensino fundamental e médio. Mais informações com o setor de cultura do SESC, em Florianópolis.

 

2007. Hassis & Meyer Filho: Ressonâncias modernistas

Em novembro de 1957, uma mostra no Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU), em Florianópolis, reunia a produção de Meyer Filho e Hassis, dois nomes consagrados da arte de Santa Catarina. Para marcar a data, no dia 27 de novembro as filhas dos artistas Meyer Filho (1919-1991) e de Hassis (1926-2001) – Sandra, Luciana e Leilah – uniram-se para marcar um momento histórico na cena artística catarinense. O projeto “Ressonâncias Modernistas. Hassis e Meyer, 50 Anos de Motivos Catarinenses” realizou duas mostras, uma no Museu Hassis e outra na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Vecchietti. A intenção foi lembrar os 50 anos da exposição “Pintura e Desenhos de Motivos Catarinenses”, considerada um marco do modernismo catarinense. As obras de Hassis ficaram na Galeria Pedro PauloVecchietti recebidas pelo Instituto Meyer Filho, e as obras de Meyer Filho foram expostas no Museu Hassis, onde ocorreu o coquetel de abertura. A equipe curatorial do projeto é composta por Luciene Lehmkuhl, Leilah Corrêa, Luciana Corrêa, Kamilla Nunes e Sandra Meyer. Na abertura, foi lançado o livro “Meyer Filho, um modernista saído da lira”, organizado por Sandra Meyer e Rosângela Cherem, com textos da própria Cherem, que é professora de história e teoria da arte no Centro de Artes (Ceart), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e das pesquisadoras no campo das artes visuais Kamilla Nunes, Lígia Cezsnat e Raquel Reis.

 

2008. GAPF - 50 anos 

Exatos 50 anos após a inauguração da primeira exposição do Grupo de Artistas Plásticos de Florianópolis (GAPF), a Fundação Hassis, o Instituto Meyer Filho e o Museu de Arte de Santa Catarina, com o patrocínio da Brognoli Negócios Imobiliários, promoveram, de 08 de agosto a 07 de setembro de 2008, no Museu de arte de Santa Catarina (MASC), a mostra “GAPF 50 Anos”, uma reconstrução da primeira exibição dos trabalhos artísticos do grupo, realizada em 1958. Para organizar este resgate cultural, foram reunidas obras, artigos de jornais, documentos da criação oficial do GAPF, fotografias e ilustrações sobre Cruz e Sousa, poeta homenageado na ocasião.
Entre as 80 peças que fizeram parte da exposição do MASC, constavam 26 obras das que fizeram parte da primeira mostra coletiva do grupo em 1958, além de jornais, ilustrações e fotografias da época. Os trabalhos, de autoria de Aldo Nunes, Dimas Rosa, Ernesto Meyer Filho, Hiedy de Assis Corrêa (Hassis), Hugo Mund Júnior, Pedro Paulo Vecchietti, Rodrigo de Haro, Tércio da Gama e Thales Brognoli, tem a diversidade poética expressa através de desenhos, gravuras, xilogravuras, tapeçarias, estudos em preto e branco, pinturas e ilustrações.

 

2011. BESTIÁRIO - Meyer Filho 

Esta exposição com Curadoria de Kamilla Nunes foi realizada na Galeria Municipal de Arte da Fundação Cultural de Itajaí em 09 de Junho de 2011. A mesma exposição também foi realizada em Florianópolis no Memorial Meyer Filho no ano de 2012. Em 50 anos de produção, Meyer desenhou paisagens e fundos de quintal, galos, aves, personagens folclóricos, interpretou os signos do zodíaco, fez homenagens ao automóvel, pintou cenas eróticas, fez denúncias políticas através de charges e ilustrações, além das diversas “croniquetas” ilustradas. Por se tratar de um processo criativo compulsivo e constante, mas fragmentado enquanto temática, o recorte curatorial toca um assunto milenar: o bestiário. Os seres disparatados, os monstros e os híbridos, denominados por Meyer como “fantásticos”, “cósmicos” e “siderais”, permearam sua produção desde o final da década de 50, até suas últimas pinturas.

Meyer Filho criou conjunções entre o homem, o animal e o cosmos, dando segmento às transformações e fusões destes elementos. Princípios que lhe permitiram gerar uma poética para ampliar e intensificar o mundo que lhe foi permitido viver. Uma vez que este parece ser um dos focos de sua obra, Meyer tentou representar o mundo e, ao mesmo tempo, torná-lo irreconhecível. Este esforço lhe possibilitou desfazer-se de uma visão hierarquizada, que ele intensificou ainda mais ao colocar os elementos da pintura e do desenho em um mesmo plano.